Gélida mármore…

Posted in Poetry with tags on Maio 10, 2008 by darklady42

± 

 

Rasgo a minha alma

Confronto-me com o som que me dilacera

O ventre de outrora saciado pela tinta escorrida

Nos meus pincéis surrealistas…

São corpos…

Pedaços que o puzzle esconde nas suas peças metafísicas

Derramados, no intempo da minha solidão…

Sucumbidos no mármore dos meus gumes…

Os teus olhos estilhaçam meus devaneios

Como sou boémia…

Perante tua gélida inocência

Infante sólido

Tormento…

Afaga-me

Nos elos da morfologia…

 Sou posologia indizível

Mistas sombras

Mentes farpadas

Normais seres estes…

Que me cercam …

Pobres Imagens …

Circundantes do meu trajecto…

Deito-me sobre o teu leito Espanca

E

Adormeço…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gosto Mais…

Posted in Poetry with tags on Maio 9, 2008 by darklady42

Gosto mais...Gosto mais de uma garrafa de vinho que de um poema, mais de um beijo do que do soneto mais harmonioso. Quanto ao canto dos pássaros, o luar sonolento, as noites límpidas, acho tudo isso sumamente insípidoAs aves sabem só uma cantiga e o luar é sempre o mesmo e este mundo é monótono a fazer morrer de sono…

 

Vou…

Posted in Poetry with tags on Maio 9, 2008 by darklady42

Vou seguindo na minha vida tosca.
Pulando muros, seguindo avenidas tortas.
Vou atrás dos únicos caminhos pelos quais minhas pernas fracas conduzem-me.
Entorto as linhas rectas encontradas pelas estradas de argila mole.
Dentro de mim, um vazio.
Um oco.
Um toco.
Pedaço de pau-preto carcomido.
Vivida, desdentada, desordenada.
Imploro por restos não tocados.
Recebo negativas.
Prerrogativas.
Dói-me tudo
Já não sei suportar.
Lágrimas correm… Escorrem…

Joy Division – Love will tear us apart

Posted in Music with tags on Maio 9, 2008 by darklady42

Cinema Trindade reabre portas ao público por oito dias

Posted in Eventos with tags , on Maio 9, 2008 by darklady42

Oito anos depois de ter encerrado, o cinema Trindade reabre as portas esta quinta-feira no âmbito do festival Indie Lisboa.

Foi no último dia de 2000 que as telas do cinema Trindade exibiram o último filme antes de fechar as portas. Na altura, o baixo número de espectadores registado motivou o fecho do cinema.

A reabertura, marcada para esta quinta-feira, é uma iniciativa da associação cultural Plano B. O objectivo é estender o festival Indie Lisboa à cidade do Porto. “O objectivo é trazer para o centro da cidade portuense os melhores filmes exibidos no Festival Indie”, disse Rita Maia, responsável pelo Plano B.

Segundo a organizadora, trazer o festival Indie até ao Porto “nasceu de um sentimento pessoal e da impossibilidade de muitas pessoas no Porto se deslocarem a Lisboa para assistir ao festival”. Além disso, a organização do festival quer quer provar que o centro da cidade precisa de “cimento”, ou seja, de mais animação.

A escolha das salas do cinema Trindade para a realização do Indie não foi por acaso. O facto de ficar situado na baixa do Porto e estar carregado de história foram os motivos que levaram a organização a escolher as salas do cinema Trindade. “Quando começámos a preparar o festival nas salas do Trindade assistimos com emoção a um recuo na história e tivemos acesso a algum do espólio destas salas de cinema”, disse a responsável.

Em Lisboa, de acordo com Rita Maia, o festival teve uma adesão “enorme”, de cerca de 3.219 espectadores por dia. Para contrariar a lógica de encerramento das salas do cinema Trindade em 2000, a organização espera que o interesse registado na capital seja também demonstrado pelo público do Porto.

Durante este período, que vai decorrer entre esta quinta-feira e até 15 de Maio, serão expostos objectos usados na exibição de filmes no átrio do Trindade em 1913 e imagens que evocam as antigas salas de cinema do Porto. As duas sessões diárias marcadas para os oito dias do festival decorrem a partir das 19h30 e das 22h00. Ao fim-de-semana, haverá uma sessão complementar, às 16h00. Os bilhetes para cada sessão custam 3,5 euros.

Eu…

Posted in Poetry with tags on Maio 9, 2008 by darklady42

Queima das Fitas do Porto 2008: Frio não impediu a boa adesão do público

Posted in Music with tags on Maio 9, 2008 by darklady42

Portuenses Trabalhadores do Comércio e norte-americano Sean Kingston animaram noite de quinta-feira.

Uma banda portuguesa e um cantor internacional animaram o público na noite de quinta-feira. Música de há várias gerações dos Trabalhadores do Comércio e êxitos mais recentes de Sean Kingston puseram os estudantes a dançar, que compareceram em massa apesar do frio.

Com músicas como “Cordábida”, “Binde ber Isto” ou “De manhá eu bou ó pom”, o recinto foi enchendo, mas foi o conhecido “Chamem a polícia” que atraiu mais estudantes para ver os Trabalhadores do Comércio, bem como a versão aportuguesada do “Light my fire”, “Acende-me a lareira”, que afastou o frio.

Como já é habitual, ao longo do concerto foram-se fazendo alusões a vários temas da sociedade, como o “desemprego entre licenciados” ou as “mudanças na PJ”, mostrando a quase intemporalidade das músicas desta banda de mais de 27 anos.

“Temos um nome que não tem jeito nenhum”, referiu Sérgio Castro, vocalista e guitarrista da banda, “e que serve para mostrar que não temos complexos nenhuns”. Composta por três gerações diferentes e com muitos anos de carreira, a banda orgulha-se de não falar português, “mas sim portuense” e de, nestes mais de 27 anos se “ter divertido à grande”. “Enquanto nos chamarem antigos e não velhos, está tudo bem”, rematou.

A noite prosseguiu com o concerto do cantor norte-americano Sean Kingston, que trouxe consigo um DJ. Com apenas 18 anos, Kingston – cuja música mistura reggae, pop e hip-hop – não se mostrou surpreso por ser mais novo do que a maioria do público para o qual actuou e salientou durante todo o concerto ser “fantástico estar em Portugal”, país onde actua pela segunda vez.

Êxitos como “Me love” e “Beautiful girls” têm referências a clássicos como “D’yer Mak’er”, dos Led Zeppelin, e “Stand by me”, de Ben E. King, misturando texturas e sons mais antigos com influências mais recentes.

Gare Club: Abriu um novo espaço da noite do Porto

Posted in Art on Maio 9, 2008 by darklady42

Com capacidade para 400 pessoas, o Gare funciona perto da Estação de S. Bento.

É o último espaço nocturno a abrir na Baixa do Porto. O Gare Club, centrado na música electrónica, tem capacidade para cerca de 400 pessoas, mas na noite de inauguração, a 17 de Abril, 700 pessoas marcaram presença na inauguração do espaço da rua da Madeira, perto da Estação de S. Bento.

No segundo fim-de-semana aberto ao público, foi Gui Boratto que fez com que dezenas de pessoas esperassem à porta do Gare para poderem apreciar o seu último trabalho, “Cromophobia”.

Com uma arquitectura interior integrada em granito e com a cor dominante preta, o espaço proporciona reminiscências de ambientes industriais típicos de Berlim. Desenvolvido na vertical, o espaço interior alonga-se por duas salas principais, uma delas ventilada e para fumadores.

Na sala para fumadores, é sempre possível uma pessoa descansar nos sofás e puffs encostados a ambas as paredes. O Gare promete funcionar como sala de espectáculos dedicados maioritariamente ao panorama electrónico em geral. Contando ainda com os DJ da casa, Freshkitos, a programação ficará a cabo da promotora Sonic Culture.

Arte minimalista e capas de discos em Serralves

Posted in Art with tags on Maio 9, 2008 by darklady42

Desenhos da colecção do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e mais de 800 capas de discos de vinil para ver em Serralves.

A partir de sábado, o Museu de Serralves, no Porto, mostra duas novas exposições: “Linhas, grelhas, manchas, palavras: desenhos de arte minimalista na colecção do MoMA” e “Vinil – gravações e capas de discos de artista”.

A primeira (patente até 22 de Junho) reúne desenhos da colecção particular do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA). Em todos os desenhos individuais é perceptível a organização básica dos materiais visuais, característica essencial do minimalismo.

O visitante pode ver obras que recorrem a formas específicas como linhas isoladas, grelhas, monocromatismo e texto, e a procedimentos básicos como o colar, dobrar, rasgar e esborratar. Há ainda desenhos com simples linhas verticais ou diagonais que pretendem comparar a destreza da percepção humana com a certeza da tecnologia.

Na exposição estão ainda presentes desenhos de quadrados inseridos em quadrados, desenhados em papel quadriculado ou desenhos baseados numa “progressão numérica”, como é o caso do trabalho de Jorge Pinheiro, disse o director do museu, João Fernandes, na apresentação das duas mostras, esta quinta-feira.

Christian Rattemeyer, comissário da exposição, afirmou ao JPN que pretende que a mostra faça o visitante compreender que no início dos anos 60 “existia uma mudança especifica em direcção a um vocabulário mais limitado de fazer arte”. As obras minimalistas são “quase sempre monocromáticas”, exemplificou.

Nascida nos anos 60, a arte minimalista girava a volta de um reduzido vocabulário de simples formas geométricas como, quadrados, cubos, triângulos, rectângulos e ângulos rectos, que estão presentes em cada obra exposta em Serralves.

De Warhol a Rauschenberg

Já a exposição dedicada às capas dos discos de vinil (patente até 13 de Julho) permite ao visitante detectar a junção entre dois mundos, o da cultura popular e o dos artistas contemporâneos, que se cruzaram desde os anos 60 até à actualidade. O grande objectivo é “mostrar a relação dos artistas com a música”, afirmou João Fernandes.

Capas de álbuns como “Velvet Underground & Nico” (o famoso “disco da banana” da autoria de Andy Warhol), o “disco branco” dos Beatles, “Horses” de Patti Smith, a edição limitada de “Speaking in Tongues” dos Talking Heads (criada por Robert Rauschenberg e vencedora de um Grammy) são algumas das obras presentes. Para além destes exemplos mais conhecidos, há diversas capas de experiências sonoras executadas por artistas.

A exposição está dividida em várias secções (desde os movimentos avant-garde dos anos 20, como o Dadaísmo, até ao Fluxus, Nouveau Réalisme, Pop Art, Zaj e Arte Conceptual). Além das capas, o visitante vai ter a possibilidade de ouvir alguns dos discos.