Queima das Fitas do Porto 2008: Frio não impediu a boa adesão do público
Portuenses Trabalhadores do Comércio e norte-americano Sean Kingston animaram noite de quinta-feira.
Uma banda portuguesa e um cantor internacional animaram o público na noite de quinta-feira. Música de há várias gerações dos Trabalhadores do Comércio e êxitos mais recentes de Sean Kingston puseram os estudantes a dançar, que compareceram em massa apesar do frio.
Com músicas como Cordábida, Binde ber Isto ou De manhá eu bou ó pom, o recinto foi enchendo, mas foi o conhecido Chamem a polícia que atraiu mais estudantes para ver os Trabalhadores do Comércio, bem como a versão aportuguesada do Light my fire, Acende-me a lareira, que afastou o frio.
Como já é habitual, ao longo do concerto foram-se fazendo alusões a vários temas da sociedade, como o desemprego entre licenciados ou as mudanças na PJ, mostrando a quase intemporalidade das músicas desta banda de mais de 27 anos.
Temos um nome que não tem jeito nenhum, referiu Sérgio Castro, vocalista e guitarrista da banda, e que serve para mostrar que não temos complexos nenhuns. Composta por três gerações diferentes e com muitos anos de carreira, a banda orgulha-se de não falar português, mas sim portuense e de, nestes mais de 27 anos se ter divertido à grande. Enquanto nos chamarem antigos e não velhos, está tudo bem, rematou.
A noite prosseguiu com o concerto do cantor norte-americano Sean Kingston, que trouxe consigo um DJ. Com apenas 18 anos, Kingston – cuja música mistura reggae, pop e hip-hop – não se mostrou surpreso por ser mais novo do que a maioria do público para o qual actuou e salientou durante todo o concerto ser fantástico estar em Portugal, país onde actua pela segunda vez.
Êxitos como Me love e Beautiful girls têm referências a clássicos como D’yer Mak’er, dos Led Zeppelin, e Stand by me, de Ben E. King, misturando texturas e sons mais antigos com influências mais recentes.