Vou…
Vou seguindo na minha vida tosca.
Pulando muros, seguindo avenidas tortas.
Vou atrás dos únicos caminhos pelos quais minhas pernas fracas conduzem-me.
Entorto as linhas rectas encontradas pelas estradas de argila mole.
Dentro de mim, um vazio.
Um oco.
Um toco.
Pedaço de pau-preto carcomido.
Vivida, desdentada, desordenada.
Imploro por restos não tocados.
Recebo negativas.
Prerrogativas.
Dói-me tudo
Já não sei suportar.
Lágrimas correm… Escorrem…

Maio 10, 2008 às 12:32 pm
Amei de monton teu tabalho minha linda poeta !!!
… Mudar para reencontrar-se, para fazer renascer em si o mesmo ser de outros tempos e eras, único, especial, entre tantos outros, mas nunca antes visto ou notado com olhos almais… Se todos tivessem a capacidade de nos enxergar como realmente somos não precisaríamos tanto da mudança, essa faceta estranha de nossa complexa personalidade… E o pior é que mudamos apenas para parecer nós mesmos: mudamos aos olhos dos outros, porque assim é nosso protesto, silencioso. Mas somos sempre o mesmo… Sempre… E graças ao bom Deus… Vá, vá lá mostrar a que veio, depois volte para nós. Depois volte para você mesma… Um grande e doce beijo
Te adoro !!! feliz dia da mãe
sua amiga para sempre
Di
Maio 10, 2008 às 3:08 pm
Olá amiga, hoje estou com pouco tempo, mas não pode deixar de passar por aqui a espreitar o teu espaço.
Adorei o teu novo espaço.
Hoje estou aqui a ver só na diagonal mas prometo que volto com mais tempo e deixo mais comentários ao teu trabalho.
Olha, para mim existe sempre beleza mesmo num “pedaço de pau-preto carcomido”, esses são pedaços vividos, sentidos e tem sempre algo da vida para nos mostrar. Os pedaços de pau bonitos, sem amolgadelas, sem imperfeições nunca viveram, nunca sentiram nada.
Um beijo grande.