Gélida mármore…

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Rasgo a minha alma

Confronto-me com o som que me dilacera

O ventre de outrora saciado pela tinta escorrida

Nos meus pincéis surrealistas…

São corpos…

Pedaços que o puzzle esconde nas suas peças metafísicas

Derramados, no intempo da minha solidão…

Sucumbidos no mármore dos meus gumes…

Os teus olhos estilhaçam meus devaneios

Como sou boémia…

Perante tua gélida inocência

Infante sólido

Tormento…

Afaga-me

Nos elos da morfologia…

 Sou posologia indizível

Mistas sombras

Mentes farpadas

Normais seres estes…

Que me cercam …

Pobres Imagens …

Circundantes do meu trajecto…

Deito-me sobre o teu leito Espanca

E

Adormeço…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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